|
|
|
A SPAT
|
|
|
Historial
|
|
A SPAT foi criada em 1996, na sequência do trabalho desenvolvido por um Núcleo de Investigação organizado em 1994. Tem como membros fundadores: Dr. João de Azevedo e Silva, Psiquiatra, Grupanalista e Psicanalista, Presidente do Conselho Científico; Dr. Ruy de Carvalho, Médico, Arte-Psicoterapeuta e com formação grupanalítica, Vice-Presidente do Conselho Científico (organizador da estrutura da SPAT), Dra. Helena Correia, Psiquiatra, Arte-Psicoterapeuta e com formação grupanalítica. Integra ainda o Conselho Científico, Dr. Joaquim Custódio, Psiquiatra, Arte-Psicoterapeuta, com formação grupanalítica e Master de Sofrologia e a Dra. Susana Catarino, Psicóloga e Arte-Psicoterapeuta.Os Membros fundadores da SPAT são psicoterapeutas com mais de 10 anos de prática significando mais de 10000 horas de intervenção clínica).
Ao longo da sua existência a SPAT tem tido um desempenho dinâmico em diversas vertentes. Tem-se organizado anualmente formações de Arte-Terapeutas e Arte-Psicoterapeutas, tendo no total frequentado a formação regular mais de uma centena de formandos. Desde 2000 que se organiza um Congresso Português de Arte-Terapia, nos quais participam cerca de 200 profissionais de diversas áreas, anualmente. Nessas iniciativas da SPAT têm participado dezenas de Arte-Terapeutas estrangeiros dos quais se destacam personalidades como Dr. Guy Roux (Presidente da S.I.P.E., França), Dr. R. Pandelon (Secretário das Relações Exteriores da S.I.P.E., França), Professora Drª Diane Waller (Vice-Presidente da S.I.P.E., Inglaterra), Drª Carolina Case (Inglaterra) Jennifer Mackewenn (Inglaterra), Professor Hartmut Kapteina (Alemanha), Professora Doutora Selma Ciornai (São Paulo, Brasil), Mestre Drª Ângela Philippini (Rio de Janeiro, Brasil), Drª Otília Rosângela Souza (Belo Horizonte, Brasil), entre muitas outras. A SPAT acumula assim, milhares de horas de acções de formação em Arte-Terapia.
Efectuaram-se vários contactos internacionais, com representação em eventos em Inglaterra, França e Brasil. Destes resultou o reconhecimento, por parte de Arte-Terapeutas estrangeiros, da validade da SPAT, nomeadamente Gerry McNeilly (arte-terapeuta e grupanalista em Inglaterra, criador do modelo de Arte-Terapia Grupanalítica), que é actualmente Membro Honorário e Titular da SPAT. Ainda, a SPAT é associada da Sociedade Internacional de Psicopatologia da Expressão e Arte-Terapia e é uma entidade formadora reconhecida pelo DGERT.
A nível nacional foram também efectuados contactos, com a presença de representantes da SPAT em múltiplos eventos científicos, a convite de outras organizações.
A nível clínico a SPAT é pioneira, em Portugal, na intervenção institucional com doentes de evolução prolongada e outros, de que resultaram protocolos com o Hospital Miguel Bombarda, Serviço de Pedopsiquiatria do Hospital do Barreiro, Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual, Clínica do Parque do Departamento de Pedopsiquiatria do Hospital Dona Estefânia, Fundação O Século, Escola das Brincadeiras – Gabinete Terapêutico para o Desenvolvimento e Aprendizagem, Escola Básica 2, 3 da Galiza – São João do Estoril. Para além destas instituições, arte-terapeutas, Membros da SPAT têm realizado intervenções noutras, como o Estabelecimento Prisional de Tires e o Estabelecimento Prisional de Lisboa.
Em 2006 a SPAT realiza formações de Arte-Terapia em Lisboa e Porto.
Reconhecendo o mérito da SPAT acederam em ser seus Membros Honorários:
Mestre Dra. Angela Phillipini – Psicóloga e Arte-Terapeuta, Clínica Pomar (Brasil) Dr. António Bento – Psiquiatra e Chefe de Serviço do Hospital Júlio de Matos, Membro fundador da Associação Saúde Mental / Exclusão Social – Europa. Prof. Arquimedes Santos – Pedopsiquiatra e pioneiro da Educação pela arte em Portugal. Dr. Cruz Filipe – Médico, Psiquiatra, Grupanalista Didácta, Psicanalista. Prof. Eurico Gonçalves – Artista Plástico, Crítico e Professor de Artes. Gerry McNeilly – Grupanalista, Arte-Psicoterapeuta (Inglaterra) Dr. Guy Roux – Psiquiatra, Presidente Honorário da Sociedade Internacional de Psicopatologia da Expressão e Arte-Terapia – S.I.P.E. (França) Dr. João Carlos Cabral Fernandes – Psiquiatra, Ex-Director Clínico do H. Júlio de Matos. Prof. Doutor J. G. Sampaio Faria – Ex-Director do Hospital Miguel Bombarda. Prof. Dr. José Carvalho Teixeira – Psiquiatra. Dr. José Matos – Psiquiatra e Ex-Director do Hospital Miguel Bombarda. Dr. Luciano Marmelada – Psiquiatra. Dr. Luís Gamito – Psiquiatra, Ex-Director do Hospital Júlio de Matos. Mestre Dra. Otília Rosângela Souza – Psicóloga e Arte-Terapeuta (Brasil) Dra. Selma Ciornai - Doutora em Psicologia Clínica, Gestalt terapeuta e Arte-Terapeuta (Brasil)
A ARTE DE SONHAR SER – UMA PERSPECTIVA DA ARTE-TERAPIA EM PORTUGAL
1. Génesis - Inicio da década de 1990 – Primeiras intervenções de Arte-Terapia no Hospital Miguel Bombarda e em contexto privado. - 1995 – Núcleo de investigação em Arte-Terapia Integrativa. - 1997 – Sociedade Portuguesa de Arte-Terapia.
2. Iniciativas da SPAT - Convite a diversas individualidades estrangeiras de renome, para colaborarem com a SPAT: Jennifer Mackwem (UK), Gerry McNeilly (UK), Diane Waller (UK), Caroline Case (UK); Guy Roux (FR - SIPE), René Pandelon (FR - SIPE) , Jean Luc-Sudres (FR - SIPE), Angela Philippini (BR, Clínica Pomar, RJ), Otília Rosângela Sousa (BR, UBAAT), Arimar Ferreira (BR, SBA), Hartrunt Kapteine (D), Judy Rubin (USA, AATA), Irene Jakab (USA), Istvan Hardi (Hungria), Jean Paul Mathieu (França), Jin Sook Kim (Coreia), Laurent Schmitt (França), Lianna Prinov (Grécia), Lony Schiltz (Luxembrugo), Svitlana Vardevanian (Ucrânia), Yasukiro Yamanka (Japão) e Vladimir Gavrilov (Rússia). - Contactos internacionais e participação em eventos internacionais: - Encontros de Arte-Terapia de Birmimgham, 1998; - Congresso Brasileiro de Arte-Terapia, Minas Gerais, Brasil, 2002; - Encontros internacionais da SIPE, Pau, França, 2002; - Congressos Internacionais da AFRATAPEM, Tour, França, 2006 e 2009; - Congresso Internacional da SIPEAT, Belfast, Irlanda, 2006; - Congresso Lusobrasileiro de Arteterapia, Minas Gerais, Brasil, 2011.
3. Ligações internacionais: - Adesão à Sociedade Internacional de Psicopatologia da Expressão e Arte-Terapia (SIPE) – 2001. - Vice-Presidência da SIPE empossada por Ruy de Carvalho em 2006. - Protocolo de cooperação com a Sociedade Brasileira de Arte-Terapia – 2008. - Parceria com a União Brasileira de Associações de Arteterapia (congrega mais de 2000 arte-terapeutas) - 2010
4. Actividades de promoção e divulgação da Arte-Terapia
Workshops e Cursos: - Workshops de sensibilização à Arte-Terapia - Workshops sobre áreas diversas que contribuem à Arte-Terapia (Dançaterapia, Psicodrama, Dramaterapia, Musicoterapia, Tabuleiros de Areia, etc.) - Workshops Temáticos - Cursos breves e Cursos Avançados de Arte-Terapia - Sessões Científicas com temas diversos e afins à Arte-Terapia - Actividades diversas realizadas por profissionais nacionais e estrangeiros.
Congresso Nacional/Português de Arte-Terapia: 2000 – I Congresso Nacional de Arte-Terapia –“Génesis”, IPJ, Lisboa. 2001 – II Congresso nacional de Arte-Terapia e I Congresso Internacional de Arte-Psicote-rapia e Psiquiatria – “A Arte de Sonhar Ser”, Fórum Lisboa. 2002 – III Congresso Nacional de Arte-Terapia – “A Arte de Crescer – Arte-Terapia, Infância e Adolescência”, IPJ, Lisboa. 2003 – IV Congresso Nacional de Arte-Terapia – “Arte e Psicose – Um Lugar ao Sol para Todos”, IPJ, Lisboa. 2004 – V Congresso Nacional de Arte-Terapia – “Arte e Exclusão – Fado Nosso e dos Ou-tros”, IPJ, Parque das Nações. 2005 – VI Congresso Nacional de Arte-Terapia e I Encontro da Sociedade Internacional de Psicopatologia da Expressão e Arte-Terapia em Lisboa – “Arte-Terapia, Identidade e Alteridade”, IPJ, Lisboa. 2006 – VII Congresso Português de Arte-Terapia – “Aplicações Clínicas da Arte-Psicote-rapia”, IPJ, Lisboa. 2007 – VIII Congresso Português de Arte-Terapia e I Encontro de Lisboa da SIPE – “Arte-Te-rapia e Criatividade: Aplicações Institucionais”. 2008 – IX Congresso Português de Arte-Terapia – Encontro de Arte-Terapia e Arte-Educação e III Encontro Luso-Brasileiro de Arte-Terapia – “Arte, Terapia e Educação”, Fundação da Juventude, Porto (organizado em conjunto com a Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual). 2009 – X Congresso Português de Arte-Terapia e XIX Congresso Internacional da SIPE – “Novos Mundos”, IPJ, Lisboa. 2010 – XI Congresso Português de Arte-Terapia - Artes Integradas em Terapia e Educação, IPJ, Lisboa.
Cursos organizados pela SPAT Entre vários, destacam-se os Cursos realizados em parceria com o Instituto Superior de Psicologia Aplicada - ISPA: - Curso de Introdução à Arte-Terapia. - Curso Avançado de Arte-Terapia. - Curso Avançado de Criatividade em Arte-Terapia. - Curso de Artes e Jogos em Terapia e Educação. - Curso de Terapias Criativas
Realizados na Sede da SPAT: - Curso Primaveril de Terapias Mediadas. - Cursos de Formação Artística, orientados pelo Professor Eurico Gonçalves.
Participação em eventos de outras organizações A SPAT tem-se procurado desmultiplicar cooperando e intervindo e eventos de outras organizações como: - Congressos do Espaço T, Porto; - Mestrado em Educação Artística, da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa; - Escola Superior de Educação de Torres Vedras; - Universidade Moderna do Porto; - Departamento de Acção Social-Cultural da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira; - Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra. - Hospital Júlio de Matos. - Hospital Miguel Bombarda. - Formação de Arte-Terapeutas e Arte-Psicoterapeutas
Desde 1997 que a SPAT organiza em Lisboa a sua formação , em sistema formativo de especialização. Para acesso à formação da SPAT é necessário possuir uma licenciatura nas áreas de saúde, psicologia, ensino, artes e acção social, ou outra mediante apreciação curricular.
A formação da SPAT divide-se em dois Níveis: - O Nível I, que compreende entre 450 a 1200 horas de treino, habilitando ao título de Arte-Terapeuta. - O Nível II, que implica cerca de 2000 horas de formação e credita ao título de Arte-Psicoterapeuta.
Qualquer Nível de formação implica a realização de: - Formação teórica e prática - Intervenção clínica ou institucional - Supervisão - Processo pessoal de Arte-Psicoterapia Didáctica
- Em 2006 iniciou-se a formação de Arte-Terapeutas no Porto, em colaboração com a APECV. - Iniciou-se numa Pós-Graduação em Arte-Terapia na Universidade da Madeira, em 2009. - Anualmente a SPAT efectua, no mínimo, cerca de 400 horas de formação específica de Arte-Terapia e Arte-Psicoterapia. - Protocolos com diversas instituições
No sentido de facilitar a realização de estágios pelos Arte-Terapeutas, formandos da SPAT, tem-se desenvolvido uma enérgica acção de contactos que resultaram na realização de protocolos com diversas instituições:
A nível clínico a SPAT é pioneira, em Portugal, na intervenção institucional com doentes de evolução prolongada e outros, de que resultaram protocolos com o Hospital Miguel Bombarda, Serviço de Pedopsiquiatria do Hospital do Barreiro, Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual, Clínica do Parque do Departamento de Pedopsiquiatria do Hospital Dona Estefânia, Fundação O Século, Escola das Brincadeiras - Gabinete Terapêutico para o Desenvolvimento e Aprendizagem, Escola Básica 2, 3 da Galiza - São João do Estoril. Para além destas instituições, arte-terapeutas, Membros da SPAT têm realizado intervenções noutras, como o Estabelecimento Prisional de Tires e o Estabelecimento Prisional de Lisboa.
- Membros da SPAT Actualmente a SPAT conta com cerca de 100 membros, que são Arte-Terapeutas e Arte-Psicoterapeutas que realizaram a formação nesta sociedade.
Recentemente foi activado o título de Membro Consultor, que permite que qualquer pessoa se possa associar à SPAT em regime de consulta, beneficiando das regalias genéricas de membro. Os Membros Honorários da SPAT são individualidades de reconhecido mérito nacional e internacional, pela sua acção nas áreas da Arte-Terapia, Saúde Mental e Artes. Há que se referir as intervenções pioneiras de Arte-Terapia em Portugal, desde 1996, em ins-tituições diversas tais como: Hospital Miguel Bombarda, Serviço de Pedopsiquiatria do Hospital do Barreiro, Serviço de Pedopsiquiatria do Hospital Dona Estefânia, Estabelecimento Prisional de Tires, Universidade da Terceira Idade, Fundação “O Século”, Associação Horizonte, Santa Casa da Mise-ricórdia, Escolas Básicas, Secundárias e Jardins de Infância em várias localidades e regiões.
- Intervenção Social A acção dos membros da SPAT tem-se pautado por uma preocupação humanitária de ajudar e contribuir para o bem-estar de indivíduos carenciados. No âmbito do Programa de Intervenção Psicossocial de Arte-Terapia (PIPS), os arte-terapeutas da SPAT têm desenvolvido várias dezenas de intervenções institucionais a título de vo- luntariado, de que têm beneficiado centenas de indivíduos para muitos dos quais estas iniciativas constituíram uma mais valia para a sua recuperação e ligação à vida. Numa outra vertente do PIPS da SPAT tem-se possibilitado tratamentos de Arte-Psicoterapia, destinados a pessoas comuns com todos os tipos de perturbações psicológicas, a custos reduzidos. Sendo a Arte-Terapia uma técnica eficaz para alcançar o equilíbrio psicológico, tenciona- -se, ao intervir nas comunidades carenciadas, tornar este método acessível a indivíduos que de outro modo perderiam uma possibilidade de transformação e desenvolvimento pessoal. Assim, será objecto do PIPS, não só proporcionar uma melhor integração social, mas também permitir aos sujeitos encontrar novas aptidões, que lhes possibilitem alcançar soluções criativas para as suas variadas problemáticas do foro psicossocial.
3. Identidade
- Definição de Arte-Terapia A Arte-Terapia distingue-se como método de tratamento psicológico, integrando no contexto psicoterapêutico mediadores artísticos. Tal origina uma relação terapêutica particular, assente na interacção entre o sujeito-paciente (criador), o objecto de arte (criação) e o terapeuta (receptor). No caso de um grupo a dimensão é piramidal, com introdução do contexto grupal. O recurso à imaginação, ao simbolismo e a metáforas enriquece e incrementa o processo. Estas características facilitam a comunicação, o ensaio de relações objectais e vínculos e a re--organização das relações de objectos internos, a expressão emocional significativa e dentro dum ponto de vista mais genérico, o aprofundar do conhecimento interno, libertando a capacidade de pensar e a criatividade conducentes à recuperação de um sentido inabalável de esperança na vida. O Arte-Terapeuta optará por orientar a sua intervenção de forma a privilegiar uma ou várias das potencialidades terapêuticas contidas na arte: criação, aprendizagem, expressão e significação. Sendo parte integrante do processo, ao Arte-Terapeuta compete-lhe possuir uma formação própria que lhe possibilite uma compreensão abrangente e diferenciada dos processos psicológicos do paciente e dos próprios à criação, tornando significativa a sua intervenção. A Arte-Terapia possui parâmetros técnicos próprios, construídos a partir de uma experiência clínica de mais de meio século e outros comuns a outras psicoterapias, mas contextualizados à integração de artes na relação terapêutica. Assim o Arte-Terapeuta deve possuir um conhecimento adequado da Teoria e Técnica da Arte-Terapia, consolidado através da sua Arte-Psicoterapia pessoal e da sua prática clínica.
- O que é Arte-Terapia?
Correntes precursoras e definições:
A ARTE COMO TERAPIA Edith Kramer (USA) iniciou este movimento de Arte-Terapia nos anos 50 do século XX, na linha do já preconizado nos anos 40 em Inglaterra por Adrian Hill. Enfatizou as qualidades integrativas e curativas do processo criativo em si, considerando secundária a elaboração verbal. Tendo estudado artes em Praga, Viena e Paris, mais tarde emigrou para os Estados Unidos, onde começou por trabalhar como Arte-Educadora. A sua intervenção de arte-te-rapia realizou-se com crianças, na linha dos conceitos de educação pela arte. Na sua perspectiva o fazer artístico colocaria em acção potencialidades terapêuticas, pelo que o envolvimento do indivíduo no processo terapêutico propiciaria a sua cura.
A TERAPIA PELA ARTE Margaret Naumburg foi pioneira nos USA, na década de 40, do século XX, da utilização da expressão artística em contexto psicoterapêutico.
A sua perspectiva, que encontra paralelo no trabalho de Marion Milner em Inglaterra, era assente nos fundamentos psicanalíticos. A sua técnica consistia em pedir aos pacientes para desenharem espontaneamente e de seguida para fazerem livre associação de ideias a partir do que fora criado.
- Âmbito da Arte-Terapia
PERSPECTIVA DE “ARTES-TERAPIAS” De um ponto de vista lato poder-se-á falar de Artes-Terapias, sendo estas intervenções psicoterapêuticas que recorrem aos mediadores: Pintura, Desenho, Modelagem, Escultura, Colagens, Drama e Jogos Dramáticos, Marionetas, Jogo de Areia, Expressão Corporal, Música, Canto, Poesia, Escrita Livre Criativa e Contos. Poder-se-á optar por uma perspectiva monomediada ou polimediada.
Em Arte-Terapia o resultado das criações não importa tanto como obra de arte, nem se pretende que o criador seja um artista.
OS MEDIADORES DE CRIAÇÃO Os mediadores são formas específicas de expressão artística, que recorrem a procedimentos criativos de concretização e sensoriais próprios, com impacto particular nas diferentes vias perceptivas e com possibilidades expressivas e elaborativas específicas de acordo com as dife-rentes linguagens artísticas. Disponibilizam-se no contexto relacional arte-terapêutico/psicoterapêutico como registos intermediários de comunicação criativa. Deste modo oferecem potencialidades variadas, adequáveis às necessidades do indivíduo em Arte-Terapia.
CARACTERÍSTICAS DISTINTAS DA ARTE-TERAPIA a) Enquadramento operacional - Enfoque do processo criativo. - Ênfase no fazer artístico. - Comunicação criativa. É realizado um produto criativo com finalidade comunicacional. Possibilidade de significar criativamente.
b) Formação do Arte-Terapeuta - Conhecimento sobre as potencialidades terapêuticas dos recursos artísticos. - Conhecimento sobre psicopatologia. - Capacidade de especificar os pacientes em função da psicopatologia dentro dum contexto relacional propício à mudança.
c) Mistérios das Artes A grande característica distintiva da Arte-Terapia/Psicoterapia reside em utilizar as “matérias das artes”, especificadas com potencialidades terapêuticas. Modelo Polimórfico de Arte-Terapia
- Modos de Intervenção em Arte-Terapia:
Gnosiológica ou Temática A expressão artística é usada como ensaio da vivência real. A abordagem é de cariz directiva e visa, dum modo criativo, possibilitar ao paciente uma experiência correctiva, treino de aptidões sociais ou o treino de competências visando a aquisição de conhecimento criativo e adaptacional. À expressão plástica pode ser associado o role-playing ou representação. É uma intervenção temática e directiva. Poder-se-á recorrer à integração.
Vivencial Neste tipo de abordagem privilegia-se a expressão criativa pela Arte, livre ou através de propostas técnicas (intervenção não directiva, experiencial), facilitando-se a descoberta interior através do imaginário. A intervenção do terapeuta é mínima, centrando-se na disponibilidade empática, no handling e holding, podendo fazer propostas facilitadoras e intervenções contentoras. É um tipo de intervenção adequado para o trabalho em insti- tuições ou escolas, e direccionada para determinadas populações alvo. Poder-se-á recorrer à integração.
- Modos de Intervenção em Arte-Psicoterapia:
Integrativo Esta intervenção integra todas as formas de expressão artística: pintura, desenho, modelagem, escultura, colagens, drama ou psicodrama, marionetas, jogo, jogo de areia (ta-buleiros), dança, movimento, música, canto, poesia, escrita livre e contos de história. É uma abordagem de cariz não temática e não directiva. A integração visa a potenciação da res-posta afectiva (empowerment) e a catarse, facilitando assim, entre outros, a evocação de eventos traumáticos, numa relação empática, contentora e transformadora. O arte-psicoterapeuta intervém essencialmente como facilitador da compreensão interna, numa atitude interactiva e não interpretativa. A integração dos mediadores facilita também a expressão de aspectos do Self que não são verbalmente transmitidos. A perspectiva teórica é fundamentalmente inter-subjectiva, pretendendo-se possibilitar um contexto propício à expressão e crescimento do Self (verdadeiro).
Como algumas das indicações temos: psicoterapia breve, psicoterapia de suporte, pacientes com Self frágil, com escassa capacidade de insight, dificuldade em verbalizar, ou que se sintam ameaçados por uma atitude excessivamente mental ou interpretativa por parte do psicoterapeuta e ainda pacientes vítimas de abuso fisco ou sexual na infância.
O processo deverá ser contextualizado no aqui e agora. No entanto dever-se-á manter atento à transferência e contra-transferência, dado que estas poderão bloquear mas também iluminar o processo terapêutico.
Analítico-Expressivo A análise é mediada por produtos criativos que estão imbuídos de valor comunicacional, relacional e de significação. Pretende-se através das criações (entre outros): - Trazer à consciência do paciente o psíquico recalcado; - Permitir a regressão a níveis precoces e arcaicos do desenvolvimento individual, num ambiente contentor que permita a elaboração; - Possibilitar a expressão emergente do Self verdadeiro, tornando-se viável a reparação narcísica e dos objectos internos. - A organização da transferência.
A atitude do terapeuta, para além das funções de empatia e holding, são de investigação, clarificação e interpretação e ainda de facilitação da expressão mediada. Adopta-se uma perspectiva dinâmica e analítica de orientação intersubjectiva. É vocacionada para intervenções longas onde seja necessária uma mudança da estrutura da personalidade.
4. Consistência da SPAT - A SPAT tem actualmente uma estrutura coesa assim como consistente e um corpo de técnicos, bem como de formadores, altamente diferenciados. - Relativamente à formação de Arte-Terapia esta corresponde aos melhores padrões europeus. Quanto à formação de Arte-Psicoterapia esta é a formação mais exigente e diferenciada em Portugal (2000 horas). - A qualidade e diferenciação da formação oferecida são reconhecidas pela DGERT (Direcção Geral do Emprego e de Relações de Trabalho), antigo Instituto da Qualidade da Formação.
5. Evolução da SPAT A SPAT é uma instituição científica em permanente processo de mudança e evolução.
6. A grande Arte A grande Arte é a da vida relacional criativa e plena de significado.
|
|